Buddah bowl

Desde o último artigo, em que disse que ia deixar de comer carne de vaca e de animais bebés, até agora, digamos que as coisas andaram bem rápido 🙄 A verdade é que deixou de fazer sentido para mim comer alimentos de origem animal, por isso estou a fazer a transição para uma alimentação plant based e, se tudo correr bem, para o veganismo.

Então mas qual é a diferença?

Enquanto que uma alimentação plant based não passa disso mesmo: uma alimentação à base de produtos de origem vegetal, o veganismo vai além disso e exclui também produtos de cosmética testados em animais, roupas com tecidos animais (couro, lã), entre outros.

Mas pronto, não quero tonar-me aquela vegana chata que só sabe falar disso! Os meus motivos, as diferenças que estou a sentir, como são agora as minhas refeições, onde vou buscar proteína etc. são tudo temas que ficam para um próximo episódio, mas para já podem ir acompanhando o meu percurso no Instagram. Até criei uma hashtag para isso:

#laranjalimagoesvegan

Vá, foquemo-nos mas é no meu almoço de ontem, do qual muito me orgulho 😍

 

DSC_1371-2

 

Confesso-vos que, mesmo sendo nutricionista, a alimentação 100% vegetal é todo um novo mundo para mim e sinto-me um pouco perdida.

Eu sei as minhas necessidades, eu sei onde ir buscar a maioria dos macro e miconutrientes que preciso, mas eu desconheço muitas das opções que existem hoje em dia à venda. E o pior de tudo? Eu não sei cozinhar as alternativas vegetais à carne 😩

Não é que elas sejam essenciais, mas é mais fácil incluir derivados de soja para atingir as necessidades proteicas sem exceder (muito) as necessidades glicídicas. É neste cenário que entram o tempeh e tofu, que são minimamente processados e que, por isso, mantêm muitas das propriedades da soja.

O problema destes dois alimentos, mais propriamente do tofu, é que são difíceis de cozinhar (pelo menos para mim, e para já)! É que aquela porra não fica com sabor nenhum 🙃

Quer dizer, até ontem só tinha experimentado o tofu natural, mas na sexta-feira fui ao Celeiro comprar tofu no barro e tofu fumado, que dizem ser saborosos, e trouxe também tempeh.

 

Breve pausa para explicar a diferença entre estes dois derivados da soja! O tofu é um alimento macio feito de bebida de soja coagulada e condensada em blocos. O tempeh é feito por meio da fermentação da soja em folhas de bananeira, até adquirir forma e consistência firme¹.

 

E foi o tempeh que ontem entrou, e até brilhou, na minha buddah bowl, que é como quem diz: taça cheia de coisas boas.

 

Buddah bowl

Vegan | sem glúten

Ingredientes

  • 140g de tempeh biológico
  • 130g de batata-doce branca caseira
  • 130g de pak-choi
  • 75g de feijão azuki cozido
  • 4 lascas de cenoura
  • 1 dente de alho pequeno
  • 2 cs de azeite
  • 1 cs de molho shoyu
  • 1 cs de levedura nutricional
  • Sal rosa, pimenta-preta, pimentão-doce e endro a gosto

 

Procedimento

  1. Lavar muito bem a batata-doce, secar e cortar em cubos, mantendo a casca. Colocar numa assadeira de vidro e temperar com 1 cs de azeite, sal rosa, pimenta-preta, pimentão-doce e endro. Envolver tudo com as mãos (give it some love) e levar ao forno a 175ºC por 30 minutos (não se esqueçam que é importante o azeite não ser aquecido a mais de 180ºC para manter as suas propriedades);
  2. Partir o tempeh em fatias, colocar numa tigela, e envolver numa cs de molho shoyu. Deixar a marinar por, pelo menos, 15 minutos;
  3. Lavar a pak choi e cortar em 4 partes longitudinais. Aquecer ½ cs de azeite num wok (lume médio-baixo) e adicionar a couve com a parte mais grossa do talo mais perto do lume. Deixar saltear um pouco e tapar;
  4. Entretanto, aquecer uma frigideira antiaderente com a outra ½ cs de azeite e colocar o tempeh, virando quando estiver dourado;
  5. Com a pak choi já meia cozida, laminar um dente de alho e adicionar ao wok, permitindo que aromatize a couve sem queimar;
  6. Enquanto tudo ganha forma, cortar fatias finas de cenoura usando um descascador. Enrolar as fatias e reservar (é normal elas irem desenrolando, mas ao montar o prato elas aguentam);
  7. Vamos ao empratamento! Pegar numa taça funda e larga e dispor a couve pak choi, realçando as folhas. Juntar a batata-doce (escorrer antes o azeite), o tempeh, o feijão azuki (temperar com o azeite da batata-doce), os ribbons de cenoura e terminar com a levedura nutricional;
  8. Servir, pensar que é demasiado bonito para comer, e atacar.

 

Pelas minhas humildes contas, este almoço teve cerca de 33g de proteína, o que é realmente bom para uma refeição vegana. Se teve os aminoácidos essenciais todos? Não faço ideia, nem é o mais importante! Se a alimentação for variada e se conseguirmos atingir as nossas necessidades energéticas no fim do dia, com certeza que eles vão lá estar todos 😄

 

DSC_1374

 

Espero que gostem e que me acompanhem nesta nova jornada 🌱

Não se esqueçam de mostrar amor 💚

Beijinhos,

Laranja-lima

Imagem relacionada

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s